O processo de envelhecimento não é uma etapa fácil de se vivenciar para muitas pessoas. Com o acúmulo dos anos, o corpo começa a apresentar os sintomas do desgaste causado pelo tempo e, também,  vulnerabilidade a doenças que antes não eram tão preocupantes. Se para aqueles que estão envelhecendo esse é um momento delicado, a família dos envolvidos também costuma enfrentar grandes barreiras.

Nesses casos, os familiares também são afetados, principalmente, por toda a carga emocional envolvida. Cuidar de quem amamos, quando esta pessoa começa a apresentar certas limitações, pode trazer à tona sentimentos que tornam o processo doloroso. Dessa forma, é preciso atenção para que essa convivência e a rotina não se transformem em momentos tensos para ambas as partes envolvidas.

É preciso dividir responsabilidades

Obviamente, para aquele familiar que cuida de um idoso, a atenção é um fator fundamental. Mas o momento não é somente o de destacar a cautela necessária para lidar com aquele que precisa dos cuidados, mas também para quem está atuando  como cuidador. É fundamental que essa pessoa que assumiu tal responsabilidade também tenham um tempo para si mesma.

O fato de ser o encarregado pelos cuidados de uma pessoa que necessita de acompanhamento pode ser um fardo pesado de carregar e, por isso, demanda uma preparação especial para quem assume tal responsabilidade. É importante que cada membro da família reconheça os seus limites e saiba compartilhar responsabilidades. Quando o trabalho de cuidador do parente amado é compartilhado entre mais pessoas, torna-se possível manter momentos de lazer pessoal e, dessa forma, transformar as horas de dedicação mais prazerosa e menos desgastante.

Caminhando na mesma linha de raciocínio, vale destacar que os idosos também precisam de momentos de privacidade. Obviamente que tudo calculado e planejado de acordo com as possibilidades de cada caso, manter momentos nos quais a relação de codependência entre familiar e idoso é quebrada, ajuda na autoestima do paciente e colabora para sua boa saúde mental.

Reconheça seus limites

Com certeza entender os seus limites nessa relação é um dos pontos mais importantes para que nenhuma das pessoas envolvidas sofra mais que o necessário. Há momentos e situações em que talvez seja necessário procurar profissionais especializados para ajudar nos cuidados com o familiar idoso. Seja com o auxílio de cuidadores, ou com a internação parcial ou completa em uma casa de repouso, essa sempre será uma alternativa que traz benefícios para ambas as partes.

Refletir sobre os cuidados com os idosos é uma necessidade atual, sobretudo porque o estamos vivenciando um processo gradual de envelhecimento da população. Especialmente os grandes centros urbanos vêm apresentando um crescimento significativo de idosos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, somente na cidade de São Paulo vivem mais de 1,4 milhões de idosos acima dos 60 anos (12% da população). Em uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), 40% das pessoas que cuidam de idosos na capital do estado também são idosas, por isso, esse auxílio externo está sendo cada vez mais procurado. Reflexo desse movimento é o aumento na procura por casas de repouso em sp.

Independente de qual seja a situação, o importante é tomar medidas para que a relação entre familiares e o idoso que precisa de cuidados não seja desgastada. O carinho e o afeto deve estar sempre presentes, principalmente nos momentos de maior vulnerabilidade.

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